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Transição entre peixes e anfíbios

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AlegaçãoEditar

Não existem transicionais entre peixes e tetrápodes.

RespostaEditar

Existem vários bons transicionais:

  • A maioria dos peixes possuem aberturas nasais externas anteriores e posteriores. Nos tetrápodes, a abertura nasal posterior é substituída pelo coano (choana), orifícios das fossas nasais que se abrem na rinofaringe, e que nenhum peixe possui. Kenichthys, um fóssil de 395 milhões de anos da China, é um intermediário exato entre os dois.[1]
  • Um fóssil mostra oito dedos ósseos em sua barbatana frontal, mostrando que os dedos surgiram antes dos tetrápodes saírem da água.[2]
  • Um úmero do Devoniano tem características que mostram que pertenceu a um tetrápode aquático que conseguia se impulsionar para frente com seus membros superiores, mas não era capaz de mover os inferiores para frente e para trás para caminhar.[3]
  • Acanthostega, outro fóssil do Devoniano, com cerca de 60 cm, e que provavelmente viveu em rios (Coates 1996). Tinha polidactia em seus membros, mas sem ligamentos dos pulsos ou tornozelos.[4] Era predominantemente, se não totalmente, aquático. Tinha guelras como os peixes,[5] e seus membros e coluna não conseguiam suportar muito peso.
  • Ichthyostega, mais um tetrápode do Devoniano, tinha cerca de 1,5 m e provavelmente era anfíbio. Tinha sete dedos nas patas traseiras (patas dianteriras são desconhecidas). Seus membros e coluna eram mais robustos que o Acanthostega. Tinha espinha parecida com peixe em sua cauda, mas eram menores que as do Acanthostega. Seu crânio apresenta várias características de peixes primitivos, mas sem guelras.[6]
  • Tulerpeton, de depósitos estuários mais ou menos da mesma época que o Acanthostega e o Ichthyostega, tinha seis dedos nos membros frontais e sete nos traseiros. Seus ombros eram mais robustos que o Acanthostega, sugerindo que eram um pouco menos aquáticos, e seu crânio era mais parecido com anfíbios do Carbonífero Superior do que com o Acanthostega ou o Ichthyostega.

ReferênciasEditar

  1. Zhu, Min and Per E. Ahlberg, 2004. The origin of the internal nostril of tetrapods. Nature 432: 94-97. See also: Janvier, Philippe, 2004. Wandering nostrils. Nature 432: 23-24.
  2. Daeschler, Edward B. and Neil Shubin, 1998. Fish with fingers? Nature 391: 133.
  3. Shubin, N. H., E. B. Daeschler and M. I. Coates, 2004. The early evolution of the tetrapod humerus. Science 304: 90-93. See also: Clack, J. A., 2004. From fins to fingers. Science 304: 57-58.
  4. Coates, M. I. and J. A. Clack, 1990. Polydactyly in the earliest known tetrapod limbs. Nature 347: 66-69.
  5. Coates, M. I. and J. A. Clack, 1991. Fish-like gills and breathing in the earliest known tetrapod. Nature 352: 234-236.
  6. Murphy, Dennis C., 2002. Devonian times: Ichthyostega stensioei. http://www.mdgekko.com/devonian/Order/re-ichthyostega.html

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