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Observação científica

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A observação é uma das etapas do método científico. Consiste em perceber por algum meio, como ver (pelo sentido da visão, seja direta ou através de meios artificiais ampliação desta capacidade (como os microscópios ou os telescópios) e não interpretar. A observação é relatada como foi visualizada, sem que, a princípio, as idéias interpretativas dos observadores sejam tomadas.

Observações podem ser relacionadas à todos os sentido humanos, agente óbvio do que seja o método científico. Observações indiretas existem, como a espectrometria, que através inclusive de radiação invisível, separando-a completamente da visão em fundamento. Existem até ampliações de topografia do microscópico que permitem observações impossíveis até por radiações visíveis e invisíveis, como a microscopia de tunelamento, que permite se "ver" átomos e seus arranjos.

Hipóteses só serão elaboradas sobre a questão investigada após uma descrição minuciosa do ambiente e dos objetos de estudo, se uma sistematização e rigorismo metodológico do processo de observação. Uma das regras do método científico é a da não interferência do observador no ambiente ou nos processos observados.

Observações sob a Filosofia da Ciência Editar

Exemplo clássico em Filosofia da Ciência do papel da observação no falsear de hipóteses é a chamada hipótese do cisne negro.

Lançamos uma hipótese que seja a que existam somente cisnes negros (em lógica, poderia se escrever todo o cisne é branco ou nenhum cisne é preto, em ciência popperiana, jamais se evidenciou que existam cisnes que não sejam brancos ou jamais se evidenciou cisne negro. Indo ao mundo, em processo de observação, evidenciamos populações de cisnes, todos brancos, até o momento que se observa inegavelmente um cisne negro (ou uma população deles). Logo, falseou-se a hipótese jamais se evidenciou cisne negro e consequentemente até o momento, todos os cisnes evidenciados ou são brancos ou são pretos e assim por diante, nas mais diversas combinações de afirmações, ou premissas lógicas adequadas ao sistema de linguagem próprio de uma ciência popperiana.

Lembrando, a falseabilidade é o permanente teste das cores que se está afirmando que cisnes possuam, num modus tollens de teste das hipóteses lançadas, sendo submetidas à "peneira" da observação.

Outro exemplo didático, complementar ao anterior, é a hipótese do corvo vermelho.

Lançamos agora uma hipótese que seja a que existam corvos vermelhos. Esta hipótese, cientificamente falando, seria escrita como é possível que existam corvos vermelhos. Corresponde a outra: jamais se evidenciou corvo que não seja preto. Por meio da observação de corvos pelo mundo, testa-se tanto uma como a outra, e enquanto não se observar corvo que seja vermelho, não se corrobora a primeira, mas ao se observar um corvo verde, por exemplo, a segunda é falseada, passando a ter como texto: jamais se evidenciou corvo que não seja preto ou verde, mas notemos quea primeira não foi corroborada e portanto, tem de se manter sob o crivo da observação como ferramenta fundamental do método científico.

Natureza específica das observações em ciências Editar

Uma observação trivial qualquer, em ciência popperiana, está limitada a um critério de dúvida permanente, a começar pela instabilidade natural e erros dos sentidos e dos instrumentos.

Um exemplo didático é a observação de uma ovelha preta num campo, que poderia ser adaptada a uma observação similar como a dos corvos e cisnes acima:

"Ao se observar um grupo de ovelhas pretas pela janela de um trem, apenas podemos afirmar que no local onde passamos, daquele lado da linha do trem, naquele momento, daquele lado dos exemplares vistos, sua lã é preta."[1]

Deste modo, a observação é sempre limitada por exemplo ao ângulo de sua realização, como se pela visão ou instrumentos a esta relacionados, ou ao momento da captura da observação pelo instrumento, e assim por diante. Não existe observação universal e absoluta em ciência, indo de encontro ao permanente teste das hipóteses como única saída possível para se construir conhecimento científico.

Exatamente por esta questão, o afirmar-se que seres vivos surgem por milagfre, não é uma afirmação científica (independentemente do conceito de demarcação popperiana) pois não só se necessita de uma observação de tal fantástico fenômeno, como se necessita de permanentes novas observações, para todas as espécies de seres vivos, que possam surgir por processo miraculoso, inclusive aceitando-se a observação de evidências no passado, no registro fóssil de as espécies surgiram miraculosamente.

Focando-se na correspondente copntraparte que é a evolução dos seres vivos como fato, tal fato é bservável, não só pelas observações de especiações em campo e laboratório como pelas evidências fósseis quando tratadas dentro de um processo lógico de análise do que representam, pela Paleontologia e suas ciências relcionadas (auziliares) como os diversos métodos de datação (Geocronologia).

Referências Editar

  1. Simon Sigh; O último teorema de Fermat[1]; Editora Record, 2008
  • KNELLER, George F. A Ciência como Atividade Humana. Rio de Janeiro: Zahar; São Paulo; Edusp, 1980.

Ver também Editar

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