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AlegaçãoEditar

De um dente, montaram a mandíbula. Da mandíbula, montaram o crânio. Do crânio, montaram o esqueleto. Do esqueleto, fizeram pele, cabelo e até a sua namorada ou esposa (agachada no desenho). Fizeram a famosa exposição sobre a evolução em Dayton, Tennessee, chamada de Scopes Trial, quando o Homem de Nebraska foi apresentado como prova incontestável da evolução. Quando William Jennings Bryan protestou contra os argumentos apresentados e pela insuficiência, riram-se dele ridicularizando-o. Em 1927 descobriram a fraude: O dente era de um porco chamado Peccary.[1]

RespostaEditar

A história não é bem assim.

O dente não foi considerado como evidência por muitos cientistas. A maioria deles na verdade eram céticos quanto à descoberta, diferente de como os criacionistas querem fazer parecer.

O próprio Henry Fairfield Osborn, paleontólogo que descreveu o dente, estava em dúvidas o dente pertencia aos hominídeos ou a outra espécie de primata:

"Até estarmos mais seguros quanto a arcada dentária, ou partes do crânio, ou do esqueleto, não podemos estar certos se o Hesperopithecus pertence aos Simiidae ou aos Hominidae."[2]

O tal desenho que os criacionistas gostam de usar para ridicularizar a evolução, foi feito por uma revista de cunho popular, como Superinteressante ou Veja, e não foi nem jamais teve intenção de ser cientificamente correta. Tal desenho jamais foi publicado em trabalhos científicos.

Até Osborn se espantou ao ver o desenho, e disse que:

"Tal desenho ou 'reconstrução' seria com certeza apenas proveniente da imaginação humana, sem valor científico nenhum, e com certeza impreciso."[3]

A alegação de que o Homem de Nebraska foi usado no Scopes "Monkey" Trial é mentirosa. Os criacionistas que devem mostrar as transcrições do julgamento se quiserem provar isso.

ConclusãoEditar

O Homem de Nebraska foi um exemplo de ciência funcionando bem. Uma descoberta intrigante foi encontrada, podendo ter várias implicações. A descoberta foi anunciada e vários outros experts a analisaram. Cientistas de início eram céticos. Mais evidências foram encontradas, e a conclusão foi que a interpretação inicial estava errada. Finalmente, a retratação foi publicada.

ReferênciasEditar

  1. Fundamentalismo Bíblico; [1] - www.baptistlink.com
  2. Osborn H.F. (1922): Hesperopithecus, the anthropoid primate of western Nebraska. Nature, 110:281-3.
  3. Mellett, James S. and John Wolf, 1985. The role of "Nebraska man" in the creation-evolution debate. Creation/Evolution 16: 31-43. http://www.talkorigins.org/faqs/homs/wolfmellett.html

Ligações externasEditar

Ver também Editar

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