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Complexidade Irredutível

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De modo geral a tese da Complexidade Irredutível afirma que há estruturas biológicas que não poderiam ter evoluído de um estado mais simples. Uma célula, por exemplo, é composta de centenas de máquinas moleculares complexas. Sem elas, a célula não funcionaria. Por isso, a célula é irredutivelmente complexa: ela não pode ter evoluído de um estado mais simples, porque não funcionaria em um estado mais simples, e a seleção natural só pode optar por características que já estejam funcionando.

Michael Behe dá o exemplo de uma ratoeira, que costuma ter cinco partes: uma base de madeira para sustentar o dispositivo, um martelo metálico para atingir o camundongo, uma mola para acionar o martelo, uma lingüeta para soltar a mola e uma barra metálica que prende o martelo. Sem uma dessas partes, o dispositivo é inútil. Portanto, uma ratoeira é irredutivelmente complexa.

Em biologia, Behe considera o flagelo bacteriano um sistema irredutivelmente complexo.

O flagelo funciona como um propulsor que ajuda algumas bactérias a se moverem. Esse "propulsor" contém cerca de 30 proteínas responsáveis por seu funcionamento — algumas agem como um motor, algumas como um estator e outras agem como uma bucha que guia o eixo de acionamento através da membrana bacteriana. Sem uma dessas 30 proteínas, o sistema inteiro entra em colapso.[carece de fontes?]

A comunidade científica responde à complexidade irredutível dizendo que, embora seja verdade que a seleção natural só pode optar por características que já estejam em funcionamento, essas não têm que estar em sua forma atual. É possível que elas estivessem desempenhando outras funções quando foram escolhidas como vantajosas para sua função atual.

No exemplo da ratoeira, os cientistas ressaltam que, se removermos a lingüeta e a barra metálica, teremos um prendedor de gravata. Se removermos a mola, teremos uma argola de chaveiro. Eles também alegam que a ciência já descobriu que um grupo de proteínas que compõe os flagelos bacterianos é usado por determinadas bactérias para uma função completamente diferente. Ele age como um tipo de "bomba molecular" na membrana bacteriana.

O biólogo Kenneth Miller afirma: "A questão que a ciência há muito compreendeu é que as peças de máquinas ditas irredutivelmente complexas podem ter funções distintas, mas ainda assim úteis. A evolução gera máquinas bioquímicas complexas ao copiar, modificar e combinar proteínas previamente usadas para outras funções"

William Dembski: complexidade especificada A complexidade especificada em um sistema significa que ele não pode ter ocorrido por acaso e não é resultado de nenhuma lei natural que diz que ele deve ser do jeito que é. Um sistema biológico apresenta complexidade especificada se ele atender a três critérios:

sua composição não é apenas o resultado de uma lei natural; sua composição é complexa; sua composição reflete uma "especificação ou padrão independentemente dado". Para esclarecer, Dembski nos dá o exemplo da detecção de um sinal de rádio extraterrestre no filme "Contato"(em inglês).

Os rádio-astrônomos em "Contato" detectaram um design em um sinal de rádio quando descobriram que seus pulsos refletiam todos os números primos de 2 a 101, e apenas esses números. Não era conseqüência da necessidade - não há lei que exige que os sinais de rádio sejam transmitidos nesse padrão; era complexo - a série de sinais era longa; por isso, era improvável assumir aquela forma por acaso. Além do que, a série de sinais refletia um padrão objetivo - um padrão especificado em matemática muito antes de os astrônomos receberem o sinal de rádio. Esse sinal tinha complexidade especificada, e Ellie Arroway e sua tripulação entenderam isso como prova de design inteligente.

Segundo Dembski, um sistema biológico tem design óbvio se apresentar complexidade especificada.

A comunidade científica considera esse argumento inerentemente falho. Ela ressalta que Dembski apresenta uma hipótese negativa: qualquer coisa que não seja criada por acaso ou por lei tem que ter um design. Mas os cientistas alegam que o acaso, a lei e o design não se excluem mutuamente, e não são as únicas possibilidades. Assim, não se pode aplicar o processo de eliminação. E de qualquer modo, segundo eles, a ciência não aceita o processo de eliminação como prova de alguma coisa. O método científico requer uma hipótese positiva - não se pode provar uma coisa simplesmente negando outra.

Outra objeção ao método de Dembski para detectar o design é que ele parece precisar de conhecimentos prévios do padrão especificado. Se os rádio-astrônomos em "Contato" não conhecessem as leis naturais que governam os sinais de rádio e não reconhecessem números primos consecutivos como uma seqüência matemática, eles nunca detectariam um padrão. Os cientistas alegam que, ao lidar com algo semelhante ao DNA, não há padrões externos reconhecíveis e, portanto, nenhuma maneira de detectar se um padrão ocorre por acaso ou se foi "dado independentemente". O processo de Dembski para detectar o design pressupõe design [ref (em inglês)].

William Dembski: lei da conservação de informações A lei de conservação de informações foi criada por William Dembski e envolve algumas equações matemáticas complexas e detalhadas. Em sua essência, essa lei afirma que a natureza não pode criar informações novas (por exemplo, as informações contidas no DNA); ela só pode trabalhar com as informações já existentes. Portanto, uma espécie mais complexa - que contenha mais informações - não pode ter evoluído de uma espécie menos complexa [ref (em inglês)].

A comunidade científica acredita que Dembski está reapresentando o argumento criacionista de que a teoria da evolução viola a segunda lei da termodinâmica, que afirma que há uma tendência na natureza para a redução da complexidade. Ela alega que há muito tempo a ciência entendeu que essa teoria aplica-se "só aos sistemas fechados, e os sistemas biológicos não são fechados" [ref (em inglês)].


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A ratoeira de Behe foi apenas uma simples ilustração, os seres vivos são bem mais complexos, pois alem de matéria prima eles contem informações. Uma ratoeira pode mudar de função (com ajuda de um ser inteligente), mas seres vivos irredutivelmente complexos não podem mudar a função de seus sistemas vitais e continuar vivendo, o importante não é se algo pode mudar de função, e sim a perda da vida. Varias outras respostas de Behe podem ser vistas em http://www.trueorigin.org/behe05.asp

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