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Por ciência, pode se entender, com utilidade no debate criacionismo versus evolução como fato e a teoria científica que o trata, que é a teoria da evolução, diversos conceitos, e destes se extrair qual o específico a ser utilizado.

Ciência, num sentido amplo e típico dos dicionários, é um conjunto de conhecimentos.

Neste sentido, temos que teologia é uma ciência, um conjunto de conhecimentos relacionados ao conhecimento de uma religião.

Num sentido mais estrito e específico, passa a ser um conjunto formal de conhecimentos com finalidade de construir um entendimento sobre as coisas do mundo, das lógicas de suas relaçoes e comportamentos. Neste sentido mais estrito, a teologia passa a ser um fenômeno cultural ou uma cultura, específica e de seu grupo humano, ou, como deve-se destacar, tendencialmente uma doutrina religiosa.

Neste sentido, a matemática, que permite e contrói contrução de afirmações e construções lógicas sobre axiomas, é uma ciência. A própria lógica formal, e seus diversos outros tipos, passa a ser igualmente uma ciência. A informática, destas dependente, igualmente. Mas apenas neste sentido ainda não definido dentro do que o seja a chamada Filosofia da Ciência.

Ciência, no sentido mais profundo e formal, é dotada do conjunto de características que se expressam na Filosofia da Ciência, em especial, após os discursos filosóficos de Karl Popper, passando a ser, por isto, chamada de ciência popperiana.

Uma ciência popperiana é aquele conjunto de afirmações sistematizadas que busca, pelo teste de hipóteses inicialmente lançadas, através de rigoroso método científico, em testes por experiências ou observações, que podem ser reunidas no que chamamos evidências, contruir um conjunto de conhecimentos numa estrutura de conhecimento aproximada da verdade, que embora inalcançável plenamente (ver empirismo), permite a adoção de tais hipóteses sobreviventes na contrução de modelos de interpretação da natureza.

Estes testes pela observação e experiência são o que chama-se falsear (tornar falsa a hipótese) ou falseabilidade, como tratou-se de adotar como termos em Filosofia da Ciência. As hipóteses numa ciência popperiana estão sempre sendo submetidas ao processo de falseamento. Assim, uma ciência popperiana não será o conjunto de todas as coisas que se afirmam certas, mas o conjunto de todas as coisas que jamais se mostraram erradas. Em outras palavras, uma ciência popperiana não afirma aquilo que é, mas aquilo que jamais se evidenciou diferente.

Assim, embora não alcance a verdade, a ciência popperiana se aproxima desta, sendo a mais confiável contrução de conhecimento para o entendimento das coisas do mundo, ou, noutro termo, da natureza.

Esta definição rígida e metodológica tranforma as ciências como a matemática e a lógica em ciências formais, e em casos mais específicos, como a matemática, na atual Filosofia, um sistema de linguagem.

Subclassificações e ramificações Editar

Em ciências popperianas que nos sejam úteis nesta apresentação, podemos distinguir claramente duas classificações:

1.As ciências naturais propriamente ditas, aquelas que tratam das coisas do mundo como se apresentam, que tratam da natureza como ela é, seu objeto são os entes que se manifestam nos fenômenos naturais: são exemplos de ciências classificáveis como naturais a biologia e todas suas subdivisões e a geologia.
2.As ciências que mesmo sendo naturais, tratam de objetos genéricos ao universo, a mais ampla e simultaneamente íntima visão que se possa ter de como seja a natureza, e as podemos chamar de ciências basais, pois formam a base sobre a qual as demais ciências popperianas são construídas.

Nesta definição, a Física seria a mais basal das ciências, pois sobre ela, com a aplicação de matemática, constroi-se os mais fundamentais modelos sobre a natureza, e não é uma simples ciência natural pois não lhe interessa os comportamentos no tempo e espaço do átomo que componha um ser vivo ou uma rocha, e sim, todos os átomos similares de todo o unuiverso. A Química, igualmente, é uma ciência similar, pois apoia-se na física e estuda o comportamento e combinações das substâncias.

Alguns autores tratam estas ciências aqui ditas basais como sendo ciências físicas e as ciências físicas que tratam de coisas da Terra não vivas, como a Geologia ou a Climatologia, como ciências da Terra, mas julgamos tais expressões poder causar uma confusão neste contexto que visa situar a teoria da evolução como científica.

Tem-se de entender que existem ciências, dentre as naturais, que sejam intermediárias entre uma ciência natural de objetos íntegros na natureza, como a Bioquímica, que intermedia a química e a bilogia, a biofísica, que procura intermediar a física com vistas a tratar o comportamento de fenômenos físicos quando nos seres vivos, a Astrofísica, que trata dos comportamentos das estruturas e no tempo dos corpos celestes (a geologia seria um caso específico e limitado da Astrofísica).

Deve-se destacar a Cosmologia, que seria a ciência que utiliza os mais profundos conhecimentos da Física e das observações da Astronomia visando entender-se o mais amplo objeto que pode ser estudado numa ciência popperiana, que é o universo.

Observação: Existem diversas outras classificações bastante bem construídas e completamente racionais, assim como hierarquias entre as ciências, além da já apresentada entre Física e Química, mas não são necessárias nem úteis a este artigo.

Ciências experimentais e observacionais Editar

Dentre as ciências naturais propriamente ditas e as que definimos como basais, podemos classificá-las ainda como experimentais e observacionais.

Uma ciência observacional por excelência é a Astronomia. Como exemplificação da natureza observacional desta ciência, podemos afirmar com extrema segurança, pelas afirmações da Física, nas mais que comprovadas afirmações e leis da teoria da gravitação, com os dados tomados desde sua descoberta em 1930, que a órbita de Plutão é de 248 anos. Mas notemos que não se passaram 248 anos desde sua descoberta.

Assim, não precisamos esperar pela observação de uma órbita completa (ou infinitas, vejamos as bases lógicas da falseabilidade). Temos confiança que sua órbita é elíptica e se dará neste período.

Desta, nasce outra ciência que é a Astrofísica. Uma parte da Astrofísica é observacional. Outra parte, incorpora experimentos de Física, como reatores nucleares de fissão e fusão, aceleradores de partículas e até experimentos com fluidos, na mecânica dos fluidos. Simultaneamente e muitas vezes antes de qualquer teste físico propriamente dito, são usadas modelagens em computador.

Estes experimentos visam explicar o que se passa, por exemplo, nas estrelas. Mas obviamente, não se precisa ter uma estrela ou um planeta numa bancada para fazer-se testes.

Já o que sejam ciências experimentais, pode ser melhor entendido por uma reação química. Ao se reagir cloro gasoso e hidrogênio em laboratório, sobre condições controladas, e posteriormente reagir o produto disto com um sal de sódio adequado, temos as variáveis e comportamento que se repetirão pelo universo em incontáveis planetas onde atmosferas contendo cloro e hidrogênio reagir]ão com determinados sais de sódio do solo de tais planetas, produzindo o mesmo cloreto de sódio que saliniza nossos oceanos. A química, assim, é uma ciência experimental por excelência.

A Física, muitas vezes, ainda que não sendo experimental em sua prática, também não o é observacional, procurando contruir modelos que posteriormente, por observações indiretas, colocará a teste hipóteses do comportamento de objetos, como por exemplo da astrofísica, não podem ser observados diretamente, como os buracos negros.

Assim, Física Teórica constrói modelos para a astrofísica, que na Astronomia buscará o falsear de hipóteses.

Ciências com componentes históricos Editar

Existem ciências que possuem componentes históricos, como a Paleontologia*, quando trata de seres vivos apenas existentes no passado, e sobre os quais só podemos ter aproximações da aparência e comportamento, e inclusive, em qual momento do passado existiram. Ver A carta de Popper.

Também neste grupo inclui-se a Cosmologia, que trata de fenômenos que se deram num passado tão remoto da evolução do universo que nem sequer são observáveis diretamente, e primeiramente tem de ser tratados por Física Teórica, depois, busca-se evidências na observação que apresentem comportamento como o previsto após o fenômeno teorizado (que é a hipótese original, com consequências).

A própria Astronomia, ao lidar com distâncias tais que implicam em obter-se observações que são em realidade de fenômenos ocorridos há anos (e mesmo até bilhões de anos), é uma ciência que trata relações estreitas com o histórico.

A Geologia, quando trata da conformação dos continentes ao longo da história da Terra*, por exemplo, é igualmente uma ciência com componentes históricos. Ver Geocronologia.

A Teoria da Evolução neste contexto de Ciência Editar

Ateoria da evolução, sendo a teoria eixo da Biologia, a torna ,além de ciência natural, uma ciência observacional, no evidenciar-se especiações, por exemplo, experimental, no quando produzindo-se alterações nos genes, se verifica que alterações na genética modificam a forma dos seres vivos, corroborando que a genética variando no tempo produz evolução e uma ciência com componente histórico, uma vez que ao se examinar os fósseis na Paleontologia, traça-se um panorama histórico da vida sobre a Terra, como se deu a evolução dos diversos filos da vida, como se separaram e como se extinguiram.

Referências Editar

  • KNELLER, George F. A Ciência como Atividade Humana. Rio de Janeiro: Zahar; São Paulo; Edusp, 1980.

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