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Órgãos vestigiais

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Órgãos vestigiais são aqueles que se encontram reduzidos e/ou sem função aparente no organismo em que se encontram. Por homologia com órgãos de outras espécies, é possível inferir em muitos casos a função que foi exercida no passado por estes órgãos na linhagem do organismo em questão.

Órgãos vaginais nos seres vivosEditar

Como órgãos vestigiais, podem ser citados:

  • Resquícios de ossos e tecidos de membros em serpentes e lagartos ápodos, que podem ser em algumas espécies observados externamente, como é o caso de um dedo rente ao corpo de algumas cobras próximo à região da cloaca.
  • Asas sem capacidade de vôo ou qualquer outra função essencial à sobrevivência em diversas formas de insetos, por exemplo em percevejos de cama.
  • Ossos de membros posteriores internos em baleias.
  • Nervuras principais (de folha) em carpelos (estruturas de ovário) de diversas plantas.
  • Olhos ou estruturas oculares em diversas espécies cegas cavernícolas ou residentes em outros ambientes afóticos, como peixes, cecílias (cobras-cegas), e a toupeira do deserto da Namíbia.

Órgãos Vestigiais no ser humanoEditar

  • Dentes do siso são órgãos vestigiais com crescimento tardio que além de não terem função podem trazer diversas complicações à dentição (o que também é um problema para os proponentes do Projeto (Design) Inteligente).
  • Músculos extrínsecos do pavilhão auricular, que permitem a algumas pessoas moverem suas orelhas.
  • Costelas do pescoço, um conjunto de costelas cervicais, possivelmente restos da idade dos répteis, ainda aparece em menos de 1% da população. Com freqüência provocam problemas nervosos e arteriais.
  • Membrana nictitante. Um ancestral comum às aves e os mamíferos tinha uma membrana para proteger o olho e varrer os resíduos para o exterior. Humanos conservam só um pequena prega no canto interior do olho.
  • Músculo subclávio, um pequeno músculo situado abaixo do ombro, que vai desde a primeira costela até a clavícula, poderia ser útil se os humanos ainda caminhassem de quatro. Algumas pessoas têm um, outras não têm nenhum, e alguns poucos têm os dois.
  • Músculo palmar, um músculo longo e estreito que percorre o cotovelo até o pulso e já não existe em 11% dos humanos modernos. Ele deve ter sido muito importante para pendurar-se e escalar. Os cirurgiões aproveitam este músculo para empregá-lo em cirurgia reconstrutiva.
  • Mamas masculinas. As glândulas lactíferas formam-se antes de que a testosterona provoque a diferenciação do sexo no feto. Alguns homens têm tecido mamário que pode ser estimulado para produzir leite e inclusive para amamentar.
  • Músculo eriçador do cabelo. Há um conjunto de fibras musculares lisas que permitem aos animais arrepiar sua pelagem para melhorar sua capacidade de isolamento ou para intimidar outros animais. Os humanos conservam esta habilidade ainda que obviamente perderam a maior parte de sua pelagem.
  • Apêndice vermiforme, uma extensão com fundo cego do intestino grosso, que provavelmente servia como área especial para digerir a celulose quando a dieta dos ancestrais do homem moderno era exclusivamente herbívora. Em muitos mamíferos não-ruminantes, a digestão da celulose é feita num órgão parecido com o apêndice. Também produz alguns glóbulos brancos, entretanto essa função é exercida por diversos outros órgãos do corpo.
  • Pelagem corporal. As sobrancelhas evitam que o suor caia nos olhos, e a barba masculina poderia ter algum papel na seleção sexual, mas aparentemente, a maior parte do cabelo restante no corpo humano não tem nenhuma função.
  • Músculo plantar. Com freqüência confundido com um nervo pelos estudantes novatos de medicina, este músculo foi útil para outros primatas, que o usavam para agarrar objetos com os pés. Já desapareceu de 9% da população humana.
  • Décima terceira costela. Nossos parentes mais próximos, os chimpanzés e gorilas, contam com um jogo extra de costelas. A maioria de nós temos 12, mas 8% dos adultos ainda contam com um par a mais.
  • Útero masculino. Dentro da próstata, encontra-se um órgão reprodutor masculino não desenvolvido, lembrança do momento sem diferenciação de sexo pelo qual todo embrião passa (o hermafroditismo ainda ocorre na espécie humana, provavelmente houveram ancestrais em que o hermafroditismo ou a determinação sexual meramente fenotípica ocorria na fase adulta).
  • Cóccix, o osso da extremidade inferior da coluna vertebral. Nossos ancestrais hominídeos perderam o rabo bem antes de começar a andar. O que sobrou é o cóccix, um conjunto de três a cinco vértebras fundidas no fim da coluna dorsal. Sua única função é ajudar a manter os músculos da região estruturados, mas sua remoção não prejudica o paciente.

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